
Nesses tempos de eleição indireta aqui no Tocantins vale apena lembrar uma sessão que assisti na Assembléia Legislativa em 18/03/05.
O deputado Santana do PT subiu à tribuna com o discurso pronto e olhou para os colegas soprando uma voz de desabafo repudiando a atitude de um juiz que processara alguns parlamentares daquela casa por conta de suas atuações durante a última eleição. Com a palavra na boca Santana diz: "A honra de um juiz no Tocantins vale cinco mil reais", referindo-se ao valor idenizatório requerido por um magistrado pela reparação ao dano aludido.
Sem titubear ele segue na sua oratória classificando o ato como um estorvo ao livre exercício dos seus direitos, bem como ao cumprimento dos seus deveres como representantes do povo.
Atento ao seu tempo que parecia esgotar-se rapidamente, após aferrar-se demasiadamente durante todo o seu discurso ao ocorrido, concluíu o protesto solidário aos colegas, subscrevendo-os, disposto a juntos denunciar ali todas as ações que fossem consideradas arbitrárias.
Em seguida foi a vez dos apartes de alguns colegas que vieram sob a forma de flechas rumo a um único alvo colocando em xeque a honra de um dos mais respeitáveis cargo do poder judiciário.
Insastisfeito com a acusação dos confrades, o Deputado Manuel Bueno pediu a palavra e contestou dizendo: "É muita petulância dizer que a honra de um juiz no Tocantins vale cinco mil reais. Isso é um desrespeito aos magistrados do nosso estado". Quando Bueno terminou percebia-se que ele tinha acirrado ainda mais os ânimos dos oradores que inconformados, pudia se ver, já se armavam de argumentos para revidar. Mas antes que os acossados contra-atacassem o deputado Eli Borges, que até então só observara ao debate calado, levantou-se e entrou rapidamente em ação usando de sua tática conciliatória própria a um pastor evangélico e levantando o dedo indicador atraíu os olhos para si para dizer em seguida de modo convincente: "O Deputado Manuel Bueno falou corretamente quando se referiu a honra de "Um juiz". Portanto se conclui que a honra dos demais não foi afetada pelos nossos colegas". A ação do Eli acalmou os ânimos de ambas as partes, encerrou o assunto e ainda conseguiu fazer com que todos, inclusive Manuel Bueno, caíssem na risada diante do seu parafraseado conciliador.
Nenhum comentário:
Postar um comentário