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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A morte de Arnaud Rodrigues

Naquela tarde de ontem eu estava sozinho em casa acessando a internet quando de repente uma forte ventania seguida por uma estrondosa trovoada desviou minha atenção.Interrompi minha pesquisa para fechar as janelas e observei lá fora o grande temporal com nuvens cinzentas se alastrando como uma teia pelo céu que inexoravelmente escurecia sob a cobertura daquele extenso manto plúmbeo. Como Prevenção imediatamente desliguei o computador e tirei das tomadas todos os eletromésticos que havia em casa. Resolvi então recolher os papéis com as pesquisas que havia feito e que acabara de imprimir e sentei-me no sofá para elaborar uma nova matéria para postar no meu blog. Logo que comecei a transcrever as primeiras linhas escutei um barulho de carro chegar em minha porta e percebi que era minha esposa e meu filho, que haviam ido ao clube tomar banho de piscina, retornando antes do tempo previsto movidos pelo efeito da intensa chuva que descia naquele local em que estavam. Após o jantar ainda caía uma neblina, contudo o tempo já estava mais calmo, e quando deu sete horas resolvi ligar a televisão a fim de assistir ao noticiário local quando fui surpreendido pela notícia de que o comediante Arnaud Rodrigues estava desaparecido depois de sofrer um acidente de barco no lago do rio tocantins em consequência daquele temporal acontecido horas antes aqui em Palmas. Fiquei apreensivo aguardando notícias até que por volta das vinte e uma horas a notícia de que ele fora encontrado sem vida já estava postada em páginas da internet.
Fiquei consternado tanto por ele quanto pelo piloto do barco e, mesmo o conhecendo apenas de vista, quero dizer que o admiro pelo seu grande trabalho na televisão brasileira. Com segurança não titubeio em dizer que ele foi um dois maiores artistas que este Brasil já teve.
Arnaud naufragou e se foi, mas aquele grande ator, escritor e palhaço que apareceu tanto tempo nas nossas telinhas permanecerá para sempre navegando pelas páginas inesquecíveis da história das artes brasileira.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A nova inquilina - 2ª parte

Quando as férias chegaram eis que surge o primeiro problema, pois tínhamos viagem programada e não sabíamos com quem deixaríamos a lassy. E foi aí que eu decidi levá-la conosco recebendo a contestação de minha esposa ao alegar o trabalho que ela nos daria. Mas com jeito eu a convenci e assim seguimos rumo à casa dos nossos pais.
Durante toda a trajetória a cadelinha se comportou maravilhosamente bem deitada no lastro do carro, ao lado dos pés do seu dono. E só quando paramos para dormir foi que nos preocupamos no momento de dar entrada no hotel. Não sabíamos o que fazer, temendo que não a aceitassem ali. Contudo depois de conversarmos com o recepcionista tudo ficou resolvido, para nosso alívio, já que ele não fez objeção, deixando que ela ficasse no quarto conosco.
O único inconveniente em toda viagem era quando precisávamos deixá-la amarrada, porque aí o latido de protesto corria solto.
De volta a nossa casa foram as nossas plantas que sofreram diante daquelas presas em desenvolvimento. Depois foi a quebra da garrafa térmica que ganhamos da avó da minha esposa e outras tantas malinações que iam de destruição de sandálias à bagunça por toda a casa.
E começaram os xingamentos de insatisfação com aquela cadelinha peralta.
Ela parece que percebia a nossa insatisfação com consequente desprezo que tentava nos desafiar, fazendo ainda mais das suas para cobrar nossa atenção.
Até que um dia minha esposa chegou do trabalho dizendo que havia prometido doar a lassy a uma colega e que no dia seguinte ela viria para pegá-la.
Sem querer eu fiquei triste, vendo-a cruzar de um lado para outro como estivesse a se despedir, olhando-me desconsalada, querendo pedir um tempo até que chegasse a sua fase adulta, fazendo-me entender que aquilo eram travessuras de criança. Com isso fomos abrandando o nosso coração ao sentirmos que estávamos sendo duros demais com a pobrezinha. E decidimos tentar entedê-la, dando-lhe uma chance e um pouco de carinho cientes de que tínhamos que aprender a conviver com traquinagens de filhotes.