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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Uma pausa para homenagear o poeta Odir Rocha

No lançamento do 6º salão do livro, ontem, recebemos com alegria a escolha da homenagem, ao lado de Carlos Drummond de Andrade, ao nosso escritor e poeta Odir Rocha. E aproveito para transcrever um fato interessante vivido por este grande personagem da literatura tocantinense acontecido nos idos do ano de 1994.
Naquele ano o Dr. Odir era um dos secretários do prefeito Eduardo Siqueira, e a vida, como em toda cidade planejada vivendo sua fase inicial, era difícil e repleta de transtornos com dias de muitos sacrifícios. A energia já era fornecida pela Celtins e funcionava precariamente deixando constantemente a sua população às escuras e sem qualquer alternativa imediata.
A prefeitura lançara um concurso de poesia e, como um grande poeta, Dr. Odir não deixou passar em branco a ocasião inscrevendo-se naquela atividade literária com o pseudônimo de "LEONAM TOCANTINS".
Alguns anos depois quando o Dr. Odir era o prefeito de Palmas foi que ele descobrira, através de uma funcionária, o porquê do seu belo poema ter sido desclassificado.
Moral da história: Fora o Governador Siqueira Campos que o eliminou devido o mesmo conter críticas à Celtins.
Vejam então o maravilhoso poema do Dr. Odir:

Bela libélula apavorada, esvoaçante num instante turvo da Celtins.
Nada se vê, escuro sem TV. Óculos de velho na mão, a Polaquinha de Dalton Trevisan, caída no chão.
Bela libélula alegre, saltitante, no instante do retorno da Celtins.
Na incadescência do invento de Thomas Edison embriagada, estressada, esgotada.
Num instante nem bela nem libélula.
Inseto agonizante.