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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Minha identidade

Nasci no Rio grande do Norte, um estado pequeno e homogêneo com características próprias. Imigrei ao Tocantins um estado gigantesco e heterogêneo com uma diversidade cultural enorme.
Depois de quase vinte anos estabelecido aqui ainda não perdi aquele sotaque característico da minha terra e, vez por outra, quando alguém me ouve pergunta se eu sou nordestino. Eu respondo que sim, porém faço uma ressalva e acrescento que sou Potiguar.
Embora me orgulhe de ser um nordestino, prefiro ser específico quanto a minha naturalidade. Eu explico porque! O Nordeste é composto por nove Estados da Federação e cada um apresenta suas peculiaridades culturais típicas e variações, embora pequenas, na maneira de falar. Portanto não é justo afirmar que o maranhense tem as mesmas características e costumes de um baiano, assim como os demais Estados mesmo que sejam fronteiriços.
E para sustentar o meu ímpeto, eu tomo como base o dia a dia aqui em Palmas, pois tanto no meu trabalho quanto na vizinhança ou pelas ruas estou em constante contato com pessoas oriundas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e do Norte. E nenhuma dessas se identificam pela região, mas pelo Estado de onde emigraram. O filho de Minas Gerais é Mineiro, o de São Paulo é Paulista assim como o Capichaba, Carioca ou o Fluminense. O mesmo acontece com o Goiano, o Gaúcho e os tantos outros que para aqui vieram deixando, como eu, seus Estados de origem. Até mesmo o Tocantinense quando se desloca a outra parte do Brasil faz uso da identificação estadual.
Embora não pretenda fazer disso um grito de guerra e muito menos causar polêmica, pois cada um tem o direito de se definir como bem queira. Eu entendo que me identificando apenas como um nordestino estou deixando se perder parte de minhas raízes e colocando minha história em dispersão, sem aquele típico sentimento de amor pelos meus conterrâneos e pelo chão onde nasci.
Concluindo quero dizer que aprendi a gostar deste Estado que me acolheu e onde hoje vivo com minha família, mas jamais deixarei de ratificar que sou norteriogandense quando alguém usar um termo genérico e regionalista acerca da minha origem.