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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Lançamento de livro

Aproveitando o aniversário de 21 anos de Palmas o escritor Junior Batista lançou livro dia 18 na Casa Sussuapara que fica no Parque Cessamar que fala sobre esta mais nova capital do Brasil contando sua história, trajetórias e conquistas.
Júnior é meu conterrâneo e natural de Martins-RN. Pioneiro nesta terra ele está lançado seu quarto livro, todos falam da história e geografia do Tocantins enfatizando as riquezas do cerrado.
Segundo ele tudo começou a partir do seu trabalho como professor ao elaborar apostilas sobre a geografia da região, pois os livros até então publicados por outros autores deixavam lacunas que foram então preenchidas com o seu tra
balho.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O Gago e o Gagá

Esta é a mais recente história do grande contista da região compreendida entre os limites da elevada serra do Carmo e o denso rio Tocantins. Foi inspirada nas fábulas que se sucedem ao longo do tempo e ocorre no cenário dos dois Palácios: o Real e o Virtual cujos protagonistas são estes ora apresentadados: o Gago e o Gagá além dos figurantes que se dividem entre os mesmos asseclas dos tempos de outrora.
Embora nenhum dos dois mereçam ser chamados de mocinhos, o Gago é o moço e o Gagá o próprio nome confirma sua presente situação.
O Gagá pretende ter seu trono de volta e por isso vai partir para a tomada do Palácio real, contudo o Gago que por lá caiu de paraquedas está pretendendo fincar o marco definitivo de posse do lugar.
Dizem que o Gago é discípulo do Gagá e embora sigam pela mesma cartilha eu duvido que tenham atitudes semelhantes e que seus reinados tenham as mesmas características.
Só saberemos do desfecho no capítulo final que ainda está sendo preparado. Ainda estamos no preâmbulo dando tempo para que os bobos, das duas cortes, preparem o espetáculo.

sábado, 13 de março de 2010

Etiqueta política

Estamos em ano eleitoral e com certeza presenciaremos muito, em seu decorrer, esses profissionais usando de suas táticas políticas-eleitoreiras tão bem conhecidas a fim de cabalar votos para se manterem no poder. Eis aqui algumas muito usada por esse senhores quando em visitas a suas bases eleitorais:
1- Caminhar pelas ruas e acenar para todo mundo;
2- Apertar a mão de todos;
3- Estar sempre sorridente;
4- Prometer que vai resolver;
5- Não perder a oportunidade de discursar e elogiar a cidade mesmo que não se agrade da mesma;
6- Fazer de tudo para gravar o nome das pessoas;
7- Ser visto e fotografado comendo ao lado das pessoas;
8- Ter sempre algum trocado no bolso para alguma emergência;
9- Falar mal do adversário local mesmo sem conhecê-lo;
10- Dizer que já fez alguma coisa pela cidade mesmo que não seja verdade;

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Uma pausa para homenagear o poeta Odir Rocha

No lançamento do 6º salão do livro, ontem, recebemos com alegria a escolha da homenagem, ao lado de Carlos Drummond de Andrade, ao nosso escritor e poeta Odir Rocha. E aproveito para transcrever um fato interessante vivido por este grande personagem da literatura tocantinense acontecido nos idos do ano de 1994.
Naquele ano o Dr. Odir era um dos secretários do prefeito Eduardo Siqueira, e a vida, como em toda cidade planejada vivendo sua fase inicial, era difícil e repleta de transtornos com dias de muitos sacrifícios. A energia já era fornecida pela Celtins e funcionava precariamente deixando constantemente a sua população às escuras e sem qualquer alternativa imediata.
A prefeitura lançara um concurso de poesia e, como um grande poeta, Dr. Odir não deixou passar em branco a ocasião inscrevendo-se naquela atividade literária com o pseudônimo de "LEONAM TOCANTINS".
Alguns anos depois quando o Dr. Odir era o prefeito de Palmas foi que ele descobrira, através de uma funcionária, o porquê do seu belo poema ter sido desclassificado.
Moral da história: Fora o Governador Siqueira Campos que o eliminou devido o mesmo conter críticas à Celtins.
Vejam então o maravilhoso poema do Dr. Odir:

Bela libélula apavorada, esvoaçante num instante turvo da Celtins.
Nada se vê, escuro sem TV. Óculos de velho na mão, a Polaquinha de Dalton Trevisan, caída no chão.
Bela libélula alegre, saltitante, no instante do retorno da Celtins.
Na incadescência do invento de Thomas Edison embriagada, estressada, esgotada.
Num instante nem bela nem libélula.
Inseto agonizante.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A morte de Arnaud Rodrigues

Naquela tarde de ontem eu estava sozinho em casa acessando a internet quando de repente uma forte ventania seguida por uma estrondosa trovoada desviou minha atenção.Interrompi minha pesquisa para fechar as janelas e observei lá fora o grande temporal com nuvens cinzentas se alastrando como uma teia pelo céu que inexoravelmente escurecia sob a cobertura daquele extenso manto plúmbeo. Como Prevenção imediatamente desliguei o computador e tirei das tomadas todos os eletromésticos que havia em casa. Resolvi então recolher os papéis com as pesquisas que havia feito e que acabara de imprimir e sentei-me no sofá para elaborar uma nova matéria para postar no meu blog. Logo que comecei a transcrever as primeiras linhas escutei um barulho de carro chegar em minha porta e percebi que era minha esposa e meu filho, que haviam ido ao clube tomar banho de piscina, retornando antes do tempo previsto movidos pelo efeito da intensa chuva que descia naquele local em que estavam. Após o jantar ainda caía uma neblina, contudo o tempo já estava mais calmo, e quando deu sete horas resolvi ligar a televisão a fim de assistir ao noticiário local quando fui surpreendido pela notícia de que o comediante Arnaud Rodrigues estava desaparecido depois de sofrer um acidente de barco no lago do rio tocantins em consequência daquele temporal acontecido horas antes aqui em Palmas. Fiquei apreensivo aguardando notícias até que por volta das vinte e uma horas a notícia de que ele fora encontrado sem vida já estava postada em páginas da internet.
Fiquei consternado tanto por ele quanto pelo piloto do barco e, mesmo o conhecendo apenas de vista, quero dizer que o admiro pelo seu grande trabalho na televisão brasileira. Com segurança não titubeio em dizer que ele foi um dois maiores artistas que este Brasil já teve.
Arnaud naufragou e se foi, mas aquele grande ator, escritor e palhaço que apareceu tanto tempo nas nossas telinhas permanecerá para sempre navegando pelas páginas inesquecíveis da história das artes brasileira.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A nova inquilina - 2ª parte

Quando as férias chegaram eis que surge o primeiro problema, pois tínhamos viagem programada e não sabíamos com quem deixaríamos a lassy. E foi aí que eu decidi levá-la conosco recebendo a contestação de minha esposa ao alegar o trabalho que ela nos daria. Mas com jeito eu a convenci e assim seguimos rumo à casa dos nossos pais.
Durante toda a trajetória a cadelinha se comportou maravilhosamente bem deitada no lastro do carro, ao lado dos pés do seu dono. E só quando paramos para dormir foi que nos preocupamos no momento de dar entrada no hotel. Não sabíamos o que fazer, temendo que não a aceitassem ali. Contudo depois de conversarmos com o recepcionista tudo ficou resolvido, para nosso alívio, já que ele não fez objeção, deixando que ela ficasse no quarto conosco.
O único inconveniente em toda viagem era quando precisávamos deixá-la amarrada, porque aí o latido de protesto corria solto.
De volta a nossa casa foram as nossas plantas que sofreram diante daquelas presas em desenvolvimento. Depois foi a quebra da garrafa térmica que ganhamos da avó da minha esposa e outras tantas malinações que iam de destruição de sandálias à bagunça por toda a casa.
E começaram os xingamentos de insatisfação com aquela cadelinha peralta.
Ela parece que percebia a nossa insatisfação com consequente desprezo que tentava nos desafiar, fazendo ainda mais das suas para cobrar nossa atenção.
Até que um dia minha esposa chegou do trabalho dizendo que havia prometido doar a lassy a uma colega e que no dia seguinte ela viria para pegá-la.
Sem querer eu fiquei triste, vendo-a cruzar de um lado para outro como estivesse a se despedir, olhando-me desconsalada, querendo pedir um tempo até que chegasse a sua fase adulta, fazendo-me entender que aquilo eram travessuras de criança. Com isso fomos abrandando o nosso coração ao sentirmos que estávamos sendo duros demais com a pobrezinha. E decidimos tentar entedê-la, dando-lhe uma chance e um pouco de carinho cientes de que tínhamos que aprender a conviver com traquinagens de filhotes.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A nova inquilina - 1ª parte

Mal havia sido desmamada e ela veio se juntar a nossa família. Pequenina, chegou dentro de uma caixa de sapato no meio daquela noite de verão.
Mas tudo começou no dia anterior quando o telefone tocou. Foi minha esposa quem atendeu enquanto eu assistia ao jornal nacional e, apesar de concentrado, ouvi quando ela respondeu afirmativamente a indagação do seu interlocutor.
Fiquei de orelha em pé, fazendo minhas suposições e ao vê-la passar sem me comunicar o que estava acontecendo tomei a iniciativa de saber do que se tratava aquela comunicação. Sem titubear ela me disse que seu cunhado chegaria no dia seguinte e que ele estaria trazendo para nós uma das filhotes da ninhada da Suzy, a sua cadela branca da raça poodle. Fiquei relutante e sem saber o que dizer no primeiro momento, porém logo depois contra-ataquei temendo o trabalho que haveria de vir, advertindo-lhe que se preparase para limpar mijo e cocô de cachorro novo. Contudo, ela respondeu que aquilo iria ficar a cargo do nosso filho mais velho.
No entanto, eu fiquei velhaco pressupondo que no frigir dos ovos o trabalho iria cair mesmo era nas minhas costas em face da experiência anterior quando criamos um outro cachorro.
E assim começaram os primeiros dias daquele bichinho de pelúcia na convivência de nossa casa. Em meio a minha curiosidade pude ver que no início tudo é maravilhoso e que o nosso primogênito, que era um garoto que estava no esplendor de sua infância, estava fascinado com o seu novo brinquedo de pelos pretinhos e de cara acentuada por uma tonalidade acinzentada. O menino não se desgrudava daquela cria, e também não dava dois passos sem que ela não estivesse sobre seus braços, impregnando-o pelo cheiro de xixi. Era um mimo sem fim e logo o seu irmão mais novo veio se juntar a ele naquela bajulação.
De vez em quando eles chegavam com um pano em sua mãos pequenas para atender àqueles momento em que ela se apragatava no chão para eliminar aquele líquido amarelado e mau cheiroso de sua micção. Eram cuidados com a hora da ração, sempre de olho na vasilha prateada em que se colocava a comida e na outra de cor violeta para que sempre estivesse cheia de água fresquinha, límpida e transparente. Fiquei admirado com aquela dedicação, mesmo achando que ainda era cedo para tirar minhas conclusões, porém, aqui acolá, era preciso intervir e controlar os exageros, pois os dois já disputavam o direito e o privilégio de dividir sua cama com o novo passatempo.
Só depois da primeira vacina foi que demos um nome para ela, escolhendo um dos nomes mais comuns entre as cadelas espalhadas pelo mundo: "Lassy". E os garotos continuaram a mimá-la em demasia fazendo com que dessem um tempo no Cartoon Cartoon enquanto ela crescia fazendo suas maquinações.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um problema difícil de acabar



As piranhas continuam atacando nas praias de Palmas, e vale salientar que por aqui esses seres vorazes que partem para cima dos homens tentando saciar os "desejos da carne" são peixes verdadeiros (em carne e espinhas) diferentemente daqueles ou "daquelas" carnívoras que atacam (ou são atacadas) por turistas no litoral brasileiro.
Apesar da prefeitura ter colocado telas de proteção aos banhistas, as ações dos vândalos tem facilitado a ação desses animais de dentes afiados que segundo o Aurélio são designados de teleósteos ou caraciformes e pertencentes a família dos caracídeos.
Uma boa novidade é que a praia do caju, que considero a melhor de todas, está em processo implantação de sua infra-estrutura. Acreditamos que lá será colocada a proteção aos banhistas e torcemos para que os próprios comerciantes que lá atuam fiscalizem e não deixem que deprendem esse bem que pertece a todos nós.