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sábado, 31 de outubro de 2009

Memória Viva


Foto cedida por Osvaldo Dias Brito

Desde que recebeu o diploma pela Faculdade de Farmácia e Odontologia de Goiás, muitos sorrisos ele refez no pousar sobre sua cadeira depois que a ansiedade os conduziram, apreensivos, em busca de uma solução para uma perda, mesmo que temporária, da alegria. A contar do ano de 1962, certamente foram muitos os que o procurou confiando que diante do seu conhecimento retornariam paras suas casas com a alegria restabelecida. E foi através do serviço público que Dr. Osvaldo Dias Brito começou a desempenhar a profissão de Cirurgião-Dentista na pequena cidade de Tocantínia, situada a aproximadamente sessenta quilômetros de Palmas. Na época havia outros quatro colegas atuando na região do antigo Nortão de Goiás. Em Tocantínia só ele era profissional formado. Além do contrato pelo Estado de Goiás, ele tinha consultório particular. O interessante é que ele desempenhava a função sem o auxílio de energia elétrica, trabalhando com dois motores a pedal, sendo um dele e outro do Estado. As dentaduras ou chapas, como são popularmente chamadas, eram confeccionadas em Anápolis com um protético chamado Jovelino Galvão, fazendo-o afirmar com prazer que com o uso do articulador, plano de cera e a escala de dentes, os casos sempre davam certo,
Satisfeito com a porfissão ele orgulha-se do seu trabalho e tem a satisfação de mencionar o fato de haver tido o Bispo de Miracema, Dom Jaime Collins, no rol de seus pacientes, apesar de haver outros profissionais na vizinha cidade que é separada da sua apenas pelo rio Tocantins.
Dr. Osvaldo, como é chamado pela população, já passa dos oitenta anos, tendo se aposentado no dia 29 de abril de 1993. Ele nasceu em Tocantinópolis, porém seu registro oficial o designa como nascido em Filadélfia. Casado, ele tem apenas uma filha. Com veemência ele se emociona e destaca o direito ao diploma de Cirurgião-Dentista a uma conquista alcançada indiretamente, fazendo jus ao fato de ser filho de Henrique Figueiredo Brito e Emília Dias Brito.
Como homem que apoia a cultura do seu povo e com interesse em ver preservada a memória da odontologia do Estado do Tocantins, ele doou seu velho e antigo consultório para a criação do museu da odontologia esperando com isto ter dado o pontapé inicial para outras junções de peças a compor a história da odontologia deste mais novo Estado do Brasil.